🕒 30. novembro 2025 19:16

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EarthBound – Por que o RPG cult da Nintendo continua indispensável até hoje

Quando um clássico chama: por que EarthBound ainda conquista corações

Há jogos que a gente joga, gosta e esquece. E há jogos como EarthBound, que ficam na cabeça como aquela música nostálgica dos anos 90 que você nem sabe como ainda lembra a letra inteira. A cada vez que alguém cita Super Nintendo, JRPGs clássicos ou Mother 2, esse RPG único da Nintendo aparece, quase como um amigo antigo batendo no seu ombro e dizendo: “Ei, lembra de mim?”. E, sinceramente, é impossível esquecer.

EarthBound tem esse poder estranho de parecer simples por fora, mas profundo e acolhedor por dentro. Ele não te pega pela grandiosidade, mas pela personalidade absurda, pelo humor inesperadamente maduro e por uma vibe tão “vida real” que até hoje nenhum outro RPG conseguiu replicar do mesmo jeito. É aquele jogo que parece que conversa com você — literalmente — e que só melhora com o tempo.

Se você nunca jogou ou está pensando em revisitar, se prepare. EarthBound é daquelas experiências que pegam você de surpresa: não pelo drama épico, mas pelo charme, pela naturalidade, pela coragem de ser diferente.

E agora, vamos conversar sobre por que esse RPG é tão especial — como dois amigos numa sala cheio de cartuchos de SNES relembrando a boa e velha era dos JRPGs clássicos.


O que torna EarthBound tão especial?

No meio de tantos RPGs “épicos” dos anos 90, EarthBound chegou usando camiseta listrada, boné vermelho e taco de beisebol. Nada de cavaleiros medievais, nada de dragões, nada de castelos (bom… pelo menos no sentido tradicional). Em vez disso, você controla Ness, um garoto comum que vive numa cidade suburbana dos EUA dos anos 90, acorda no meio da noite por causa de um meteoro e, sem querer, cai numa jornada para salvar o mundo.

E aí está o charme: EarthBound é extraordinário justamente por ser tão… cotidiano e ao mesmo tempo tão bizarro.

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A magia que só este jogo tem

EarthBound pega situações banais — ir ao mercado, visitar uma cidadezinha nova, lidar com valentões da vizinhança — e mistura tudo com alienígenas extradimensionais, cultistas esquisitos e batalhas contra objetos do dia a dia. Sim, você luta contra torradeiras possuídas, cocos ambulantes e taxis assassinos. É meio absurdo? É. E é por isso que é tão bom.

Lançado em 1994/95, numa era dominada por RPGs como Final Fantasy VI e Chrono Trigger, EarthBound ousou ser diferente: trouxe humor, trouxe crítica social, trouxe metalinguagem. Era um jogo que parecia inocente, mas vivia dando piscadelas para o jogador.

O mundo que merece ser explorado

Cada cidade parece saída de um seriado americano da época, misturada com elementos surreais dignos da cultura pop dos anos 90. As referências são claras, mas sutis: bandas famosas, crenças populares, paranóias de conspiração alienígena e até aquele ar de férias de verão.

Onett, Twoson, Threed, Fourside — cada região lembra os bairros que a gente via em filmes da Sessão da Tarde, só que com um toque de loucura. O mapa é simples, mas cheio de identidade. Nada se repete. Tudo parece ter sido feito com carinho e humor.

Personagens que você vai lembrar

EarthBound não tem personagens genéricos. Ele tem pessoas, com personalidade, manias, medos e tiradas engraçadas.

  • Ness, nosso protagonista, é a mistura perfeita entre herói improvável e garoto do bairro.
  • Paula: sensível, poderosa e essencial para o grupo.
  • Jeff: o nerd clássico dos anos 90 que todo mundo conhecia na escola.
  • Poo: o príncipe que treina técnicas místicas no meio do nada — e que traz uma pitada linda de espiritualidade e disciplina ao jogo.

Detalhes que fazem toda a diferença

EarthBound se destaca nas pequenas coisas:

  • A trilha sonora experimental, misturando rock, jazz, ruído e referências culturais.
  • O visual minimalista, mas cheio de expressão.
  • A narrativa que brinca com o jogador, às vezes quase quebrando a quarta parede.
  • A sensação constante de que o jogo “sabe” que você está jogando.

E claro, o humor: inteligente, estranho, infantil e adulto ao mesmo tempo. É como se alguém misturasse Peanuts com Twin Peaks.

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Como EarthBound funciona (e por que é tão viciante)

Explicar EarthBound para um amigo é sempre divertido porque parece uma mistura improvável que, por algum motivo, funciona muito bem. Ele é um RPG de turnos, mas feito de um jeito que não tenta copiar ninguém. O ritmo é leve, fluido, e você está sempre descobrindo algo novo.

Ritmo que não pesa

Mesmo com muitas cidades e inimigos, o jogo não força grind exagerado — algo comum na época. Você evolui naturalmente enquanto avança pela história, sem precisar ficar horas lutando apenas para ganhar experiência. E mais: quando você fica forte demais, os inimigos literalmente fogem de você. Isso sozinho já mostra o quanto o jogo queria respeitar o seu tempo.

Mecânicas principais que prendem sua atenção

O sistema de batalha é simples à primeira vista, mas tem detalhes brilhantes:

  • O HP é exibido como um contador rolante — o que permite sobreviver a golpes mortais se você agir rápido.
  • Os ataques psíquicos (PSI) de Ness e Paula são tão criativos quanto devastadores.
  • Cada equipamento faz diferença real no combate.
  • O inventário é limitado, mas planejado para incentivar estratégia.

E claro: usar um hambúrguer como item de cura nunca perde o charme.

Exploração deliciosa

O foco está em conversar, explorar e rir. Não há pressa. EarthBound quer que você se perca um pouco — e goste disso. Quase tudo recompensa sua curiosidade:

  • Casas com diálogos engraçados
  • Itens estranhos
  • Side quests escondidas
  • Personagens que te surpreendem

O que EarthBound faz diferente dos outros do gênero

Enquanto muitos RPGs apostavam em drama épico, EarthBound apostou em:

  • Humor surreal
  • Emoção simples e sincera
  • Crítica social leve
  • Um universo único

Esse contraste fez dele um dos primeiros RPGs “modernos” antes do termo existir.


Momentos que fazem você pensar: “ok, preciso jogar isso”

EarthBound tem momentos marcantes que ficam na cabeça de qualquer jogador, mas sem estragar surpresas, aqui vão alguns dos motivos que tornam essa aventura tão especial:

  • A primeira visita a Onett, com a música alegre e clima de cidade pequena.
  • As aventuras estranhas em Twoson, cheias de personagens peculiares.
  • A atmosfera arrepiante de Threed — uma cidade praticamente tomada por zumbis.
  • As viagens psicodélicas pelo submundo e pelas regiões mais surreais do mapa.
  • As batalhas contra inimigos tão aleatórios que parecem piada interna de desenvolvedor.
  • E claro: a “grande virada”, quando a narrativa mostra seu lado mais emocional e profundo.

EarthBound equilibra humor bobo com momentos filosóficos sobre amizade, destino e crescimento. É lindo como esse jogo, mesmo sendo tão leve, consegue tocar emocionalmente.


Por que vale a pena jogar hoje?

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Mesmo depois de quase 30 anos desde seu lançamento, EarthBound continua extremamente atual — e mais relevante do que nunca.

Relevância moderna

EarthBound influenciou diretamente:

  • Undertale
  • Omori
  • Lisa: The Painful
  • Citizen Sleeper
  • Vários indies modernos com estética retrô

A base do gênero “RPG emocional com humor meta” está aqui.

Jogabilidade que envelheceu bem

O combate é simples, rápido e direto. A escrita é atemporal. As cidades são icônicas. Tudo funciona até hoje.

Acessibilidade e reedições

EarthBound pode ser jogado em:

  • Nintendo Switch (NSO)
  • Consoles antigos
  • Reedições digitais
  • Coleções oficiais

É fácil, leve e perfeito para jogar aos poucos.

Comparações com contemporâneos

Enquanto Chrono Trigger e Final Fantasy VI apostam em épicos dramáticos, EarthBound aposta no cotidiano extraordinário — e isso faz dele uma joia única dos JRPGs dos anos 90.


Se você gosta de rpg, vai amar EarthBound

Comparar EarthBound é sempre complicado porque ele é único. Mas dá para dar algumas pistas:

  • Se você gosta de Chrono Trigger, vai amar o ritmo leve e a escrita afiada.
  • Se você gosta de Undertale, vai reconhecer a alma inspirada diretamente em EarthBound.
  • Se você adora RPGs com humor surreal, esse jogo é obrigatório.
  • Se você gosta de narrativas sobre amizade, infância e amadurecimento, EarthBound vai falar com você.

Ele parece simples, mas entrega algo profundo sem nunca perder o sorriso no rosto.


Dicas para quem vai jogar pela primeira vez

Aqui vai aquele papo sincero entre amigos:

  • Explore tudo. Tudo mesmo.
  • Fale com NPCs — eles carregam boa parte da graça do jogo.
  • Não tenha pressa: EarthBound foi feito para ser apreciado.
  • Não se assuste com o visual simples — faz parte do charme.
  • Use os itens de cura sem medo.
  • Aproveite cada cidade como se fosse um episódio diferente de uma série.

Ah, e sempre cheque as caixas de correio. Você vai entender.


Curiosidades que aumentam a vontade de jogar

Um jogo tão único tem histórias únicas:

  • EarthBound quase foi um fracasso no lançamento, mas se tornou um dos maiores cult classics da Nintendo.
  • O marketing nos EUA foi totalmente estranho, usando slogans como “Esse RPG fede!” — e hoje isso virou lenda.
  • Muitas músicas foram inspiradas diretamente na cultura pop dos anos 60, 70 e 80.
  • A equipe trabalhou com humoristas e escritores, não só programadores.
  • Há easter eggs escondidos em quase todas as cidades.
  • As referências culturais são tão ricas que até hoje fãs descobrem diálogos novos.

É um jogo com alma — e isso se sente em cada pixel.


Conclusão – Por que você deveria jogar EarthBound agora mesmo?

EarthBound não é simplesmente um RPG da velha guarda. Ele é um abraço em forma de cartucho. Ele é aquela conversa tranquila com um amigo sobre a vida. É humor, é emoção, é estranheza boa. É o tipo de jogo que você não joga apenas — você vive.

Se você nunca embarcou nessa aventura, está perdendo uma das experiências mais especiais que os JRPGs já ofereceram. E se já jogou, você sabe: EarthBound sempre vale uma revisita.

E agora vamos à avaliação final — sincera, direta e de fã para fã.


Nossa avaliação de EarthBound

Uma obra que não só envelheceu bem, como ficou ainda mais especial com o tempo.

  • Jogabilidade (Gameplay): 9/10
    Simples, fluida e cheia de personalidade. O sistema de combate com HP rolante ainda é genial.
  • Qualidade Técnica e Gráficos: 8/10
    Visual simples, mas estiloso. Os sprites têm alma, e as animações são encantadoras.
  • Narrativa e Enredo: 10/10
    Um dos roteiros mais carismáticos e emocionalmente únicos do SNES e dos JRPGs em geral.
  • Design de Áudio e Trilha Sonora: 10/10
    Uma mistura ousada, experimental e inesquecível. A trilha é praticamente um gênero à parte.
  • Conteúdo e Longevidade: 9/10
    Curto o suficiente para não cansar, profundo o bastante para marcar para sempre.

© 2024 Level99. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para gamers raiz.

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